Que até esta idade mantem intacto todos meus membros
Sinto me um Adão, um varão
Ando nu, de meus vícios, e a vontade pelo Éden
Nada me toca, incapaz de chegar ao meu alcance
Chego a borda do viaduto
Onde antes se via um rio
Vejo o fluxo dos automóveis
A modernidade nos trouxe novas idades
Alguns dissabores
Mas a presença do Pai ameniza tudo isso
Como não existem mais barcos desço até a ferrovia
Pegar o trem para o subúrbio
Soberbo animal de aço
Procuro um canto, me sento, cochilo
E sonho com outro Éden...
Lá está meu Pai pura luz...
O trem freia bruscamente...
Acordo...
Um senhor sorridente me diz: meu filho já chegou sua estação
Agradeço com um aceno
Olho para trás
Não vejo mais ele...
Para ler mais: O Livro do Alquimista Vol II